← Voltar às edições da FUVEST
Acervo FUVEST · Método TEF

FUVEST 2024 | 1ª Fase

11 questões oficiais de Física (Caderno V), com gabarito oficial e resolução comentada pelo Método TEF.

Q24
Física Moderna — Efeito Compton e Dualidade

"Os experimentos de difração e interferência da luz realizados no período de 1800 a 1803, em analogia com os processos de interferência das ondas acústicas, corroboraram a natureza ondulatória da luz. Por outro lado, Einstein introduziu, em 1905, o conceito de fóton, em que cada componente monocromática de frequência $f$ da radiação seria equivalente a um sistema de partículas idênticas sem massa, cada qual com energia $hf$, sendo $h \simeq 6{,}626\times10^{-34}$ J.s a constante de Planck. A hipótese da existência de fótons só teve ampla aceitação após os experimentos de Compton, em 1922, sobre o espalhamento da radiação eletromagnética na faixa dos raios X por alvos de elementos leves, como o grafite."

De acordo com o texto e seus conhecimentos, é correto afirmar:

A)A radiação eletromagnética apresenta somente comportamento ondulatório.
B)Os experimentos de Compton mostraram que feixes de raios X exibem comportamento corpuscular.
C)A energia de um fóton independe de seu comprimento de onda.
D)A hipótese da natureza corpuscular da radiação está em desacordo com os resultados experimentais.
E)Einstein demonstrou que os experimentos de difração e interferência da luz deveriam estar incorretos.

Gabarito oficial FUVEST 2024 — 1ª Fase (Caderno V)

B
Gabarito comentado Método TEF

O espalhamento Compton consiste na colisão entre fótons de raios X e elétrons de um alvo (grafite), na qual há transferência de momento e energia como em uma colisão mecânica entre partículas — o fóton muda de direção e perde energia (aumenta seu comprimento de onda), exatamente como esperado de um "projétil" com momento $p = h/\lambda$.

Esse comportamento só é explicável admitindo a natureza corpuscular (de partícula) da radiação eletromagnética, confirmando a hipótese do fóton de Einstein. Logo, os experimentos de Compton evidenciaram o comportamento corpuscular dos raios X — alternativa B.

As demais alternativas contradizem o texto: a luz apresenta dualidade onda-partícula (não só comportamento ondulatório, eliminando A); a energia do fóton é $E=hf=hc/\lambda$, dependendo do comprimento de onda (eliminando C); a natureza corpuscular foi confirmada, não contrariada, pelos experimentos (eliminando D e E).

Q26
Óptica/Ondulatória — Radiação Térmica

Nas embalagens de lâmpadas de LED atuais, está indicada uma "temperatura de cor" (expressa na escala Kelvin), que corresponde à tonalidade da luz emitida pela lâmpada. A "temperatura de cor" não indica a temperatura de operação da lâmpada, servindo apenas como uma referência da cor predominante da radiação eletromagnética termicamente emitida por um corpo a essa dada temperatura.

A densidade de energia eletromagnética irradiada é função do comprimento de onda $\lambda$ da luz emitida. As curvas presentes nos gráficos das alternativas mostram essa densidade dividida pelo seu valor máximo. O máximo de cada curva corresponde ao comprimento de onda $\lambda_{máx}$ predominante da luz irradiada.

Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta o gráfico que melhor corresponde à situação em que a cor predominante da luz irradiada seja amarela.

Gráfico A: densidade de energia irradiada normalizada em função do comprimento de onda, pico próximo de 200 nm, T = 14485 K
(A) Pico próximo de 200 nm (T = 14.485 K)
Gráfico B: densidade de energia irradiada normalizada em função do comprimento de onda, pico próximo de 400 nm, T = 7243 K
(B) Pico próximo de 400 nm (T = 7.243 K)
Gráfico C: densidade de energia irradiada normalizada em função do comprimento de onda, pico próximo de 600 nm, T = 4829 K
(C) Pico próximo de 600 nm (T = 4.829 K)
Gráfico D: densidade de energia irradiada normalizada em função do comprimento de onda, pico próximo de 1000 nm, T = 2897 K
(D) Pico próximo de 1000 nm (T = 2.897 K)
Gráfico E: densidade de energia irradiada normalizada em função do comprimento de onda, pico próximo de 1200 nm, T = 2414 K
(E) Pico próximo de 1200 nm (T = 2.414 K)
As cinco alternativas (A–E) apresentam gráficos de densidade de energia irradiada × comprimento de onda, cada um com o pico deslocado para uma região diferente do espectro visível. A alternativa correta é aquela cujo pico ($\lambda_{máx}$) corresponde à luz amarela.
Note e adote: Velocidade da luz no vácuo: $c = 3 \times 10^8$ m/s.
Frequências aproximadas: Vermelha $4{,}4\times10^{14}$ Hz · Amarela $5{,}0\times10^{14}$ Hz · Verde $6{,}0\times10^{14}$ Hz · Azul $6{,}3\times10^{14}$ Hz · Violeta $7{,}5\times10^{14}$ Hz

Gabarito oficial FUVEST 2024 — 1ª Fase (Caderno V)

C
Gabarito comentado Método TEF

Usando $c = \lambda f$, o comprimento de onda da luz amarela é:

$\lambda_{amarela} = \dfrac{c}{f} = \dfrac{3\times10^8}{5{,}0\times10^{14}} = 6\times10^{-7}\,\text{m} = 600\,\text{nm}$

Analisando os gráficos fornecidos: (A) pico em ~200 nm, (B) ~400 nm, (C) ~600 nm, (D) ~1000 nm, (E) ~1200 nm. O gráfico C é o único cujo pico coincide com 600 nm — alternativa C.

Verificação pela lei de Wien ($\lambda_{máx}\,T = b$, com $b \approx 2{,}898\times10^{-3}\,\text{m}\cdot\text{K}$): no gráfico C, $T = 4829\,\text{K}$, logo $\lambda_{máx} = \dfrac{2{,}898\times10^{-3}}{4829} \approx 6\times10^{-7}\,\text{m} = 600\,\text{nm}$ ✓

Q27
Mecânica dos Fluidos — Densidade e Empuxo

Uma empresa júnior de alunos de engenharia projetou um termômetro mecânico para medir a temperatura do óleo utilizado em máquinas e equipamentos, com base na variação da densidade do óleo com a temperatura. Com essa finalidade, emprega-se um objeto de massa $M$ igual a 18 g e volume de 20 cm³, que permanece imerso em um óleo e está preso, por um fio, ao fundo da superfície, conforme mostra a figura.

Objeto de massa M preso por um fio ao fundo de um recipiente, totalmente imerso em óleo

A temperatura é medida por meio da variação na tensão do fio, que muda devido à variação da densidade do óleo com a temperatura. O gráfico a seguir mostra a dependência da densidade do óleo com a temperatura.

Gráfico da densidade do óleo em g/cm³ em função da temperatura em °C, com curva decrescente de 1,00 a 0°C até 0,81 a 300°C

Nessa configuração, a temperatura na qual a tensão na corda se anula é igual a:

A)0°C
B)75°C
C)100°C
D)150°C
E)275°C
Note e adote: Despreze a massa do fio.

Gabarito oficial FUVEST 2024 — 1ª Fase (Caderno V)

D
Gabarito comentado Método TEF

O objeto está em equilíbrio sob três forças: peso ($Mg$, para baixo), empuxo ($E$, para cima) e tração do fio ($T$). Como o fio está preso ao fundo, ele só pode tracionar o objeto para baixo — isso ocorre quando o empuxo supera o peso. A tração se anula exatamente quando empuxo e peso se equilibram:

$E = Mg \;\Rightarrow\; \rho_{óleo}\,V\,g = M\,g \;\Rightarrow\; \rho_{óleo} = \dfrac{M}{V}$

$\rho_{óleo} = \dfrac{18\,\text{g}}{20\,\text{cm}^3} = 0{,}9\,\text{g/cm}^3 = 900\,\text{kg/m}^3$

Consultando o gráfico fornecido de densidade do óleo em função da temperatura, a densidade de 0,90 g/cm³ corresponde à temperatura de 150°C — alternativa D.

Q42
Eletromagnetismo — Campo Magnético Terrestre

"O campo magnético é o resultado do movimento do ferro líquido que envolve o núcleo interno do planeta, formado de ferro sólido. Ao girar a uma velocidade maior que aquela da superfície, o ferro líquido produz um campo magnético com dois polos magnéticos opostos, próximos aos polos Norte e Sul geográficos."

"O campo magnético do planeta, porém, não é estável e vem enfraquecendo continuamente desde pelo menos 1832 [...]. De lá para cá, medições mais frequentes e precisas confirmam que a intensidade diminui à taxa de 17 nanoteslas (nT) por ano – o campo tem 66 mil nT nos polos e 22 mil nT sobre uma faixa do hemisfério Sul que vai da África à América do Sul."

Mapa mundial mostrando a intensidade do campo magnético terrestre em nanoteslas, com região de baixa intensidade (azul) sobre a América do Sul e África, e alta intensidade (vermelho) nos polos

Com base nos textos e na figura apresentados e seus conhecimentos, é correto afirmar que:

A)A variação da intensidade do campo magnético terrestre ao longo da linha do Equador é menor do que $10^{-6}$ T.
B)O campo magnético terrestre é constante em módulo ao longo do meridiano de Greenwich.
C)O campo magnético terrestre é uniforme e esférico, tal como o campo gerado por um dipolo magnético.
D)Embora atualmente o campo magnético terrestre tenha intensidade maior nas regiões dos polos, esta é consideravelmente menor na região do Brasil e adjacências.
E)A geração do campo magnético é naturalmente explicada por uma distribuição estática de cargas no núcleo interno do planeta.

Gabarito oficial FUVEST 2024 — 1ª Fase (Caderno V)

D
Gabarito comentado Método TEF

O próprio texto fornece os dados numéricos: o campo magnético tem intensidade de 66 mil nT nos polos e apenas 22 mil nT na faixa que vai da África à América do Sul (região que inclui o Brasil — a chamada Anomalia Magnética do Atlântico Sul). Ou seja, mesmo sendo maior nos polos, a intensidade do campo é bem menor sobre o Brasil e adjacências — exatamente o que afirma a alternativa D.

As demais alternativas erram por: o campo magnético terrestre não é uniforme nem simétrico como um dipolo ideal (elimina C), varia significativamente entre polos e outras regiões, contrariando A e B, e sua origem está associada a correntes elétricas no núcleo em movimento (dínamo geomagnético), não a cargas estáticas (elimina E).

Q50
Mecânica — Cinemática (Gráficos)

Um carro movimentava-se por uma rua de mão única, com sentido da esquerda para a direita, e deixou no asfalto o padrão de pingos de óleo indicado na figura I.

Figura I: padrão de pingos de óleo no asfalto, com espaçamento decrescente entre eles da esquerda para a direita e seta indicando o sentido positivo do movimento

Entre as curvas no gráfico da figura II, indique aquela que melhor corresponde à dependência da posição do carro com o tempo, segundo esses pingos. Adote como positivo o sentido para a direita, conforme a indicação da seta em I.

Figura II: cinco curvas de posição em função do tempo (a, b, c, d, e) partindo de pontos e inclinações diferentes
Na figura I, os pingos ficam cada vez mais próximos uns dos outros da esquerda para a direita.
A)Curva a
B)Curva b
C)Curva c
D)Curva d
E)Curva e
Note e adote: Assuma que o intervalo de tempo entre os pingos seja o mesmo.

Gabarito oficial FUVEST 2024 — 1ª Fase (Caderno V)

A
Gabarito comentado Método TEF

Como os pingos caem em intervalos de tempo iguais, a distância entre dois pingos consecutivos é proporcional à velocidade média do carro naquele intervalo. Na figura I, os pingos ficam cada vez mais próximos da esquerda para a direita — ou seja, a velocidade do carro está diminuindo com o tempo (o carro desacelera, mas continua se movendo no sentido positivo).

No gráfico posição × tempo, isso corresponde a uma curva crescente com inclinação (velocidade) cada vez menor — concavidade voltada para baixo, tendendo a um patamar. Esse é exatamente o comportamento da curva a, que cresce rapidamente no início e depois se achata, aproximando-se de uma velocidade nula.

Q51
Mecânica — Cinemática e Energia

Uma das modalidades de skate é o bowl, disputado em um espaço em formato aproximado de bacia. Supondo um bowl com profundidade de 2,45 m, qual a máxima velocidade que um skatista, partindo do repouso no ponto mais alto da bacia, poderia alcançar no ponto mais baixo?

Skatista em um bowl, espaço em formato de bacia usado na modalidade de skate
A)3 m/s
B)5 m/s
C)7 m/s
D)9 m/s
E)11 m/s
Note e adote: Aceleração da gravidade: $g = 10\,\text{m/s}^2$

Gabarito oficial FUVEST 2024 — 1ª Fase (Caderno V)

C
Gabarito comentado Método TEF

Usando conservação de energia mecânica:

No ponto mais alto: $E_p = mgh$ (energia potencial; velocidade = 0)

No ponto mais baixo: $E_c = \frac{1}{2}mv^2$ (energia cinética; altura = 0)

$mgh = \frac{1}{2}mv^2$

$v = \sqrt{2gh} = \sqrt{2 \times 10 \times 2,45} = \sqrt{49} = 7\,\text{m/s}$

Resposta: C (7 m/s)

Q55
Eletrostática — Campo Elétrico

Como ilustrado pela foto, o gerador de Van de Graaff, equipamento popular em parques de ciência, permite o acúmulo de cargas elétricas em uma cúpula metálica. A distribuição de cargas na cúpula de um desses geradores, quando ninguém a toca, pode ser considerada esférica. Dois desses geradores, A e B, estão separados por uma certa distância. O gerador A contém uma carga $+Q$, e o gerador B, uma carga $+2Q$, com $Q>0$.

Foto de um gerador de Van de Graaff, com cúpula metálica esférica onde se acumulam cargas elétricas

Entre as alternativas, assinale aquela que melhor corresponde ao vetor campo elétrico resultante produzido pelos geradores no ponto médio P entre eles.

Considerando o gerador A à esquerda (carga $+Q$) e o gerador B à direita (carga $+2Q$), com P situado exatamente no ponto médio entre os dois.
A)→ (para a direita)
B)↑ (para cima)
C)← (para a esquerda)
D)↓ (para baixo)
E)nulo

Gabarito oficial FUVEST 2024 — 1ª Fase (Caderno V)

C
Gabarito comentado Método TEF

No ponto médio P, ambas as cargas estão à mesma distância $d$. O campo elétrico gerado por uma carga positiva aponta para fora dela (afastando-se da carga):

Campo de A ($+Q$) em P: aponta para a direita (afastando-se de A), módulo $E_A = \dfrac{kQ}{d^2}$

Campo de B ($+2Q$) em P: aponta para a esquerda (afastando-se de B), módulo $E_B = \dfrac{k(2Q)}{d^2} = 2E_A$

Como $E_B > E_A$ e os campos têm sentidos opostos, o campo resultante aponta no sentido do campo mais intenso, ou seja, para a esquerda — alternativa C.

Q57
Eletricidade — Circuitos Elétricos

A foto a seguir mostra um circuito com três resistores ($R_1$, $R_2$ e $R_3$) conectados em uma protoboard (base de contatos). Nesse tipo de placa, os cinco furos de uma mesma linha estão em curto, formando os nós do circuito. Os cabos vermelho e preto, por sua vez, estão conectados aos terminais de uma fonte contínua de 5V.

Foto de um circuito com três resistores R1, R2 e R3 montados em uma protoboard, conectados a uma fonte de 5V por cabos vermelho e preto

Se $R_1 = 150\,\text{k}\Omega$ e $R_2 = R_3 = 100\,\text{k}\Omega$, a corrente elétrica que passa pelo resistor $R_1$ será de:

Pela disposição dos nós na protoboard, $R_2$ e $R_3$ estão associados em paralelo entre si, e esse conjunto está em série com $R_1$.
A)12,5 μA
B)14,3 μA
C)25,0 μA
D)37,5 μA
E)50,0 μA

Gabarito oficial FUVEST 2024 — 1ª Fase (Caderno V)

C
Gabarito comentado Método TEF

$R_2$ e $R_3$ estão em paralelo:

$R_{23} = \dfrac{R_2 \cdot R_3}{R_2+R_3} = \dfrac{100\times100}{200} = 50\,\text{k}\Omega$

Esse conjunto está em série com $R_1$, logo a resistência total é:

$R_{total} = R_1 + R_{23} = 150 + 50 = 200\,\text{k}\Omega$

A corrente fornecida pela fonte (que passa integralmente por $R_1$, pois este está em série com o restante do circuito):

$I_1 = \dfrac{V}{R_{total}} = \dfrac{5\,\text{V}}{200\times10^3\,\Omega} = 25{,}0\times10^{-6}\,\text{A} = 25{,}0\,\mu\text{A}$

Q71
Termologia — Calorimetria

Para esfriar um copo contendo 250 mL de água fervente (100°C), é comum utilizar o seguinte método:

Passo 1. Colocar esse copo dentro de uma vasilha em contato com 1 litro de água à temperatura ambiente (25°C).
Passo 2. Esperar que entrem em equilíbrio térmico.
Passo 3. Tirar o copo e trocar a água da vasilha por outro litro de água à temperatura ambiente.
Passo 4. Colocar o copo em contato com a água "nova" e esperar que entrem em equilíbrio térmico.

Após o passo (4) desse método, a temperatura da água no copo será aproximadamente:

A)14°C
B)28°C
C)40°C
D)60°C
E)84°C
Note e adote: Considere apenas trocas de calor entre a água no copo e a água na vasilha. Despreze quaisquer trocas de calor do sistema com o ambiente.

Gabarito oficial FUVEST 2024 — 1ª Fase (Caderno V)

B
Gabarito comentado Método TEF

1ª troca de calor (copo com 250 mL a 100°C + vasilha com 1000 mL a 25°C), usando $Q_{cedido}=Q_{recebido}$ e o mesmo calor específico para ambos (cancela na equação):

$250(100-T_1) = 1000(T_1-25)$

$25000 - 250T_1 = 1000T_1 - 25000 \;\Rightarrow\; 50000 = 1250\,T_1 \;\Rightarrow\; T_1 = 40°C$

2ª troca de calor (copo agora a 40°C + nova água da vasilha a 25°C):

$250(40-T_2) = 1000(T_2-25)$

$10000 - 250T_2 = 1000T_2 - 25000 \;\Rightarrow\; 35000 = 1250\,T_2 \;\Rightarrow\; T_2 = 28°C$

Resposta: B (28°C)

Q72
Termodinâmica — Ciclos e Diagramas p-V

Um protótipo de máquina térmica caseira baseia-se num motor de quatro etapas e pode ser construído com o auxílio de uma bomba de bicicleta, uma pequena câmara de pneu e um aquecedor térmico. Na primeira etapa, o gás da câmara de pneu é comprimido adiabaticamente. Na segunda etapa, o gás é aquecido isovolumetricamente. Na terceira etapa, o gás sofre uma expansão adiabática e, finalmente, na quarta etapa, um resfriamento isovolumétrico.

Assinale a alternativa que melhor representa o diagrama correspondente a essa máquina térmica no plano pressão ($p$) × volume ($V$).

Diagrama p-V A: ciclo fechado em formato de folha entre V1 e V2, formado por duas curvas unidas por segmentos verticais, sentido horário
(A)
Diagrama p-V B: ciclo fechado retangular entre V1 e V2, sentido horário
(B)
Diagrama p-V C: ciclo fechado em formato de folha entre V1 e V2, com curvatura diferente da alternativa A
(C)
Diagrama p-V D: ciclo fechado em formato de folha entre V1 e V2, similar à alternativa A
(D)
Diagrama p-V E: ciclo fechado retangular entre V1 e V2, sentido anti-horário
(E)
Ciclo de 4 etapas: (1) compressão adiabática, (2) aquecimento isovolumétrico (V constante), (3) expansão adiabática, (4) resfriamento isovolumétrico (V constante) — fechando o ciclo. Esse é essencialmente o ciclo de Otto idealizado.
Note e adote: Despreze efeitos de dilatação ou contração da câmara do pneu.

Gabarito oficial FUVEST 2024 — 1ª Fase (Caderno V)

A
Gabarito comentado Método TEF

O ciclo descrito é análogo ao ciclo de Otto idealizado: partindo de um volume grande e pressão baixa, (1) a compressão adiabática leva a um volume menor com pressão bem mais alta (curva descendente da direita para a esquerda, mais inclinada que uma isoterma); (2) o aquecimento isovolumétrico é representado por um segmento vertical, com a pressão subindo a volume constante; (3) a expansão adiabática leva de volta ao volume grande, com queda de pressão (curva descendente); (4) o resfriamento isovolumétrico fecha o ciclo com outro segmento vertical, de volta ao estado inicial.

O diagrama resultante tem o formato de um "laço" fechado composto por duas curvas adiabáticas (mais inclinadas) unidas por dois segmentos verticais — esse é o padrão da alternativa A.

Q73
Ondulatória — Ondas Estacionárias

Um experimento de demonstração sobre ondas estacionárias faz uso de uma canaleta disposta horizontalmente, contendo grãos de areia fina e seca. Abaixo da canaleta, posiciona-se um alto-falante que transmite um som, produzindo, na canaleta, uma vibração associada a uma onda estacionária com um comprimento de onda bem definido.

O diagrama representa uma imagem digitalizada dos grãos de areia depositados na base da canaleta em um certo instante. Utilize a régua da figura, graduada em centímetros, para assinalar a alternativa que apresenta a melhor aproximação para o valor do comprimento de onda da vibração em questão.

Imagem digitalizada dos grãos de areia acumulados em pontos ao longo da canaleta, com uma régua graduada em centímetros ao lado para medição
A)1,2 cm
B)5,1 cm
C)6,8 cm
D)11,3 cm
E)18,1 cm
Note e adote: Os grãos de areia tendem naturalmente a se acumular em torno dos pontos nos quais o deslocamento transversal da canaleta é nulo (os nós da onda estacionária).

Gabarito oficial FUVEST 2024 — 1ª Fase (Caderno V)

C
Gabarito comentado Método TEF

Em uma onda estacionária, os nós (pontos de deslocamento transversal nulo) estão espaçados por metade do comprimento de onda: $d_{nós} = \dfrac{\lambda}{2}$.

Medindo, com a régua da figura, a distância entre acúmulos consecutivos de areia (nós adjacentes) e dobrando esse valor, obtém-se o comprimento de onda $\lambda$. A leitura da régua na figura fornece $\lambda \approx 6{,}8\,\text{cm}$ — alternativa C.

← Voltar às edições da FUVEST