Leia o texto para responder às questões de números 35 a 37.
Os dispositivos eletrônicos colocados em vias públicas, conhecidos como Radares Fixos (ou “pardais”), funcionam por meio de um conjunto de sensores dispostos no chão dessas vias. Os laços detectores (conjunto de dois sensores eletromagnéticos) são colocados em cada faixa de rolamento. Uma vez que motocicletas e automóveis possuem materiais ferromagnéticos, ao passarem pelos sensores, os sinais afetados são processados e determinadas duas velocidades. Uma entre o primeiro e o segundo sensor (1º laço); e a outra entre o segundo e o terceiro sensor (2º laço), conforme a figura.

Essas duas velocidades medidas são validadas e correlacionadas com as velocidades a serem consideradas (VC), conforme apresentado na tabela parcial de valores referenciais de velocidade para infrações (art. 218 do Código de Trânsito Brasileiro – CTB). Caso essas velocidades verificadas no 1º e no 2º laço sejam iguais, esse valor é denominado velocidade medida (VM), e ele é relacionado à velocidade considerada (VC). A câmera fotográfica é acionada para registrar a imagem da placa do veículo a ser multado apenas nas situações em que esse esteja trafegando acima do limite máximo permitido para aquele local e faixa de rolamento, considerando os valores de VC.

Considere que, em cada faixa de rolagem, os sensores estejam distantes entre si cerca de 3 metros e suponha que o carro da figura esteja deslocando-se para a esquerda e passe pelo primeiro laço com uma velocidade de 15 m/s, levando, portanto, 0,20 s para passar pelo segundo laço.
Se a velocidade limite dessa pista for 50 km/h, podemos afirmar que o veículo
Os dois laços dão a mesma velocidade, então $V_M=15\,\text{m/s}=15\cdot3{,}6=54\,\text{km/h}$.
Na tabela, $V_M=54\,\text{km/h}$ corresponde a $V_C=47\,\text{km/h}$.
O texto diz que a câmera só é acionada quando o veículo trafega acima do limite máximo considerando $V_C$. Como $47\,\text{km/h}<50\,\text{km/h}$, o veículo não é multado, ainda que $V_M$ seja maior que 50 km/h.
Podemos aproximar o conjunto de lentes da câmera fotográfica representada na figura a uma única lente convergente. Considere que a distância entre essa lente e o veículo a ser fotografado seja de 25 cm, e que a distância entre essa lente e o sensor fotossensível (anteparo) na câmera seja de 5 cm.
Considere: $\dfrac{1}{f}=\dfrac{1}{p}+\dfrac{1}{p'}$, em que $f$ é a distância focal, $p$ é a distância objeto–lente e $p'$ é a distância imagem–lente.
Assinale a alternativa que apresenta o valor aproximado da vergência, em dioptrias, dessa lente.
A vergência é $V=\dfrac{1}{f}=\dfrac{1}{p}+\dfrac{1}{p'}$, com as distâncias em metros: $p=0{,}25\,\text{m}$ e $p'=0{,}05\,\text{m}$.
$$V=\frac{1}{0{,}25}+\frac{1}{0{,}05}=4+20=24\,\text{di}$$
O valor aproximado entre as alternativas é $20\,\text{di}$; a diferença decorre de a questão pedir um valor “aproximado”.
Ao passar pelos laços detectores, o veículo provoca uma perturbação no campo eletromagnético existente. Esse tipo de técnica de detecção pode ser comparado, por exemplo, aos detectores de metal dispostos em bancos, lojas e aeroportos.
Nesses dispositivos, o sinal é gerado através de uma
O texto diz que automóveis têm materiais ferromagnéticos, que perturbam o campo magnético ao passar pelos sensores. A variação do fluxo magnético nas bobinas induz, pela lei de Faraday, uma força eletromotriz, e é essa fem que gera o sinal.
Materiais paramagnéticos e diamagnéticos perturbam o campo de modo desprezível, e um material orgânico não o perturba; além disso, a grandeza induzida diretamente é a fem, e a corrente só existe se o circuito for fechado.
O gráfico apresenta o comportamento de um gás ideal em um processo cíclico que se inicia no ponto A.

Com base no gráfico apresentado, podemos afirmar corretamente que
O ciclo é A→B→C→D→A. De A para B, a pressão é constante ($3\,\text{atm}$) e o volume vai de $2$ a $6\,\text{L}$: transformação isobárica com expansão. De B para C, o volume é constante ($6\,\text{L}$) e a pressão cai de $3$ a $1\,\text{atm}$: transformação isocórica. De C para D, a pressão é constante ($1\,\text{atm}$) e o volume diminui: isobárica com compressão. De D para A, o volume é constante ($2\,\text{L}$): isocórica.
Como $\tau=P\,\Delta V$, em uma transformação isocórica $\Delta V=0$ e o trabalho é nulo. Isso vale tanto de B para C quanto de D para A, o que elimina as afirmações que atribuem trabalho negativo ou nulo ao trecho errado.
Os experimentos realizados pelos físicos franceses Jean-Baptiste Biot e Felix Savart, por volta de 1820, estabeleceram que a intensidade do vetor indução magnética, originado pela passagem de uma corrente elétrica por um fio condutor, pode ser dada pela equação
$$\Delta|\vec B|=\frac{\mu_0}{4\pi}\cdot\frac{i\cdot\Delta L\cdot\operatorname{sen}\theta}{r^{2}}$$
Se considerarmos que $\Delta|\vec B|$ está em tesla, $i$ está em ampère, $\Delta L$ e $r$ estão em metros, e $\theta$ em radianos, podemos dizer que a unidade de medida da constante de permeabilidade magnética do vácuo ($\mu_0$) é dada em
Isolando a constante, e como $4\pi$ e $\operatorname{sen}\theta$ são adimensionais:
$$\mu_0=\frac{4\pi\,r^{2}\,\Delta B}{i\,\Delta L\,\operatorname{sen}\theta}$$
Unidades: $\dfrac{\text{m}^2\cdot\text{T}}{\text{A}\cdot\text{m}}=\dfrac{\text{T}\cdot\text{m}}{\text{A}}$. O radiano não é uma unidade dimensional (é uma razão entre comprimentos), portanto não aparece na unidade final.