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FAMERP 2022

Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto

Vestibular 2022 · Prova de Conhecimentos Gerais, questões de Física (Q61-70), mais 6 questões discursivas de Física da Prova de Conhecimentos Específicos — resolução comentada Método TEF.

Q61
Cinemática — Velocidade Média e Unidades

Alguns relógios analógicos possuem uma escala chamada taquímetro, ou tachymeter, em inglês, tal qual o relógio representado na imagem. Essa escala pode ser utilizada para medir taxas temporais, como a variação de distância percorrida por um carro em determinado período, isto é, sua velocidade.

Mostrador de relógio com taquímetro.
(www.citizenwatch-global.com. Adaptado.)

Na imagem, a seta representa o caminho percorrido pelo ponteiro dos segundos após o taquímetro ser acionado durante um tempo $\Delta t = 45\text{ s}$. O número 80, para o qual o ponteiro aponta, indica a taxa temporal, em $\text{h}^{-1}$. Se um carro percorresse uma distância de 1 km nesse período, o taquímetro estaria informando que sua velocidade média era de $80\text{ km/h}$. Portanto, o taquímetro relaciona o tempo medido, $\Delta t$, em segundos, com a taxa temporal, em $\text{h}^{-1}$, por meio da expressão

A)$\frac{3600}{\Delta t}$
B)$\frac{\Delta t}{3600}$
C)$3600 \Delta t$
D)$\frac{\Delta t}{60}$
E)$\frac{60}{\Delta t}$

Gabarito oficial FMRP2101

A
Resolução

A velocidade média é calculada por $v_m = \frac{\Delta s}{\Delta t}$. O taquímetro foi criado para aferir a velocidade (em km/h) quando se percorre exatamente $\Delta s = 1\text{ km}$.

Como o tempo medido ($\Delta t$) está em segundos e a velocidade final expressada na coroa do visor está em unidades de hora ($\text{h}^{-1}$), devemos converter o tempo lido para o formato de horas.
Sabemos que 1 hora tem 3600 segundos, logo o intervalo em horas é $\frac{\Delta t}{3600}\text{ h}$.

Aplicando na fórmula da velocidade:
$v_m = \frac{1}{\frac{\Delta t}{3600}} = \frac{3600}{\Delta t}$.

Esta é a expressão que rege os números marcados no anel do taquímetro.

Q62
Cinemática — Movimento Uniforme e Geometria

Um garoto, com o auxílio de um transferidor, tenta calcular a velocidade de um avião que passa por cima de sua casa. Esse garoto repara que o avião, que antes passava pela vertical, acima de sua cabeça, após 10 s está a $30^{\circ}$ em relação a essa vertical, como representado na imagem.

Visão lateral de um avião voando a 3000 metros de altura, deslocando-se um ângulo de 30 graus no referencial de um observador no solo.

Com uma breve pesquisa na internet, esse garoto descobre que os aviões sobrevoam a região de sua casa em linha reta, a uma altitude constante de 3000 metros e com velocidade constante. Assim, desprezando a própria altura e utilizando $\text{tg } 30^{\circ} = \frac{\sqrt{3}}{3}$, os cálculos corretos o levariam a encontrar que a velocidade do avião por ele observado era de

A)$400\sqrt{2}\text{ km/h}$
B)$420\sqrt{3}\text{ km/h}$
C)$360\sqrt{3}\text{ km/h}$
D)$480\sqrt{2}\text{ km/h}$
E)$400\sqrt{3}\text{ km/h}$

Gabarito oficial FMRP2101

C
Resolução

No triângulo retângulo formado pela trajetória do avião, a altura ($3000\text{ m}$) é o cateto adjacente ao ângulo de $30^{\circ}$, e a distância horizontal percorrida ($\Delta x$) corresponde ao cateto oposto.

Através da trigonometria básica: $\text{tg } 30^{\circ} = \frac{\text{Cateto Oposto}}{\text{Cateto Adjacente}}$.
$\frac{\sqrt{3}}{3} = \frac{\Delta x}{3000} \Rightarrow \Delta x = 3000 \cdot \frac{\sqrt{3}}{3} = 1000\sqrt{3}\text{ m}$.

Com a distância do trajeto percorrida no tempo de $\Delta t = 10\text{ s}$, encontra-se a velocidade:
$v = \frac{\Delta x}{\Delta t} = \frac{1000\sqrt{3}}{10} = 100\sqrt{3}\text{ m/s}$.

Por fim, para converter a velocidade para km/h, basta multiplicar por 3,6:
$v = 100\sqrt{3} \times 3,6 = 360\sqrt{3}\text{ km/h}$.

Q63
Cinemática — Movimento Circular Uniforme (Efeito Estroboscópico)

Uma equipe médica filma uma cirurgia ortopédica na qual foi utilizada uma serra óssea, com um disco que gira em torno de um eixo, como a da imagem.

Serra óssea cirúrgica com logotipo 'S' fixado em seu disco de corte.
(www.medicalexpo.com. Adaptado.)

Posteriormente, ao assistir ao vídeo, um dos enfermeiros reparou que, na gravação, a logomarca S do disco da serra parecia parada, mesmo com o disco girando. Para que a logomarca do disco pareça parada, é necessário que o disco complete um número exato de voltas a cada imagem obtida pela filmadora. Sabendo que a taxa de quadros do vídeo é de 30 quadros por segundo, ou seja, 30 imagens são obtidas para formar cada segundo de vídeo, uma das possíveis velocidades de rotação do disco é

A)1200 rpm.
B)1800 rpm.
C)300 rpm.
D)600 rpm.
E)1500 rpm.

Gabarito oficial FMRP2101

B
Resolução

Trata-se do fenômeno conhecido como Efeito Estroboscópico. Para que o logotipo pareça imobilizado durante a captura da filmagem, a frequência de rotação mecânica do disco da serra deve ser obrigatoriamente um **múltiplo inteiro** da frequência estroboscópica da câmera capturante (taxa de quadros de vídeo ou framerate).

Frequência da câmera: $f_{cam} = 30\text{ quadros/s} = 30\text{ Hz}$.
A frequência da serra deve ser: $f_{serra} = n \cdot 30\text{ Hz}$ (sendo $n$ um número natural $1, 2, 3...$).

As alternativas ofertam unidades em RPM (rotações por minuto), logo deve-se converter as frequências-alvo da base em hertz para RPM, multiplicando-se por 60:
$f_{\text{serra (rpm)}} = n \cdot 30 \cdot 60 = n \cdot 1800\text{ rpm}$.

Das opções, $1800\text{ rpm}$ é a resposta perfeitamente válida para $n=1$.

Q64
Dinâmica — Trabalho e Energia (Força Variável)

O arco composto, utilizado nas competições de tiro com arco, apresenta uma característica de tração diferente dos arcos tradicionais. No arco composto, inicialmente a força aplicada para puxar a flecha aumenta com a elongação, assim como no arco tradicional. Porém, graças a um sistema de polias ovais, após determinada elongação, a força necessária para segurar a flecha do arco composto começa a diminuir. No gráfico, pode-se observar a curva real da força aplicada pelo arqueiro em um arco composto em função da elongação e uma curva aproximada.

Gráfico relacionando a Força (N) com Elongação (m). A curva traçada de forma aproximada produz a figura de um Trapézio.

Utilize a curva aproximada apresentada no gráfico e considere que todo o trabalho realizado pela força aplicada pelo arqueiro seja convertido em energia potencial elástica no arco e que esta seja totalmente transferida na forma de energia cinética para uma flecha de $18 \times 10^{-3}\text{ kg}$. Nessa situação, a velocidade que a flecha adquire logo após abandonar o arco é de

A)$50\text{ m/s}$.
B)$100\text{ m/s}$.
C)$125\text{ m/s}$.
D)$75\text{ m/s}$.
E)$25\text{ m/s}$.

Gabarito oficial FMRP2101

B
Resolução

Para o sistema de forças interativas variadas, o Trabalho Total ($W$) exercido (que foi estocado em Energia Potencial e, por fim, Cinética) equivale numericamente à área sob a curva do Gráfico Força × Deslocamento.

A curva de traçado "aproximada" (linha contínua vermelha) desenha claramente as proporções poligonais de um trapézio.
Base maior: $B = 0,7\text{ m}$.
Base menor: $b = 0,6 - 0,4 = 0,2\text{ m}$.
Altura do pico trativo: $h = 200\text{ N}$.

A área é dada por: $W = \frac{(B + b) \cdot h}{2} = \frac{(0,7 + 0,2) \cdot 200}{2} = \frac{0,9 \cdot 200}{2} = 90\text{ J}$.

Transferindo-se toda essa energia para o estágio cinético de impulsão da flecha:
$E_c = \frac{mv^2}{2} \Rightarrow 90 = \frac{18 \times 10^{-3} \cdot v^2}{2}$
$180 = 18 \times 10^{-3} \cdot v^2 \Rightarrow v^2 = \frac{180}{18 \times 10^{-3}} = 10.000$
$v = \sqrt{10.000} = 100\text{ m/s}$.

Q65
Dinâmica — Leis de Newton (Sistemas de Massas)

Uma pessoa e um bloco, de 80 kg e 200 kg, respectivamente, estão posicionados no centro de uma placa de gelo uniforme e em equilíbrio, que flutua sobre a água parada e calma de um lago, conforme representado na figura.

Pessoa de 80kg de pé sobre a placa de gelo na água empurrando um bloco de 200kg.

A pessoa empurra o bloco e, como consequência, esse bloco começa a deslizar para a esquerda e a pessoa para a direita. Considerando que não há forças de atrito envolvidas entre os corpos, enquanto o bloco e a pessoa estiverem se movendo sobre a placa de gelo, esta

A)afundará no lado para o qual a pessoa desliza.
B)começará a se mover, em relação à água, para a esquerda.
C)começará a se mover, em relação à água, para a direita.
D)ficará parada e em equilíbrio em relação à água.
E)afundará no lado para o qual o bloco desliza.

Gabarito oficial FMRP2101

D
Resolução

O princípio que guia essa interação reside na Conservação da Quantidade de Movimento e na Terceira Lei de Newton (Ação e Reação).

A pessoa faz força sobre o bloco e reciprocamente adquire força contrária equivalente. Como o comando restringe dizendo que "não há forças de atrito envolvidas entre os corpos", e tratando-se de superfícies perfeitamente lisas, não ocorre transferência de forças laterais de cisalhamento para a superfície da placa de gelo (inexiste o atrito que empurraria as botas ou o lastro do bloco firmemente contra a placa).

Como nenhuma força propulsora na direção horizontal contatou a placa em si, a inércia faz com que ela preserve rigorosamente seu estado de estabilidade repousante em correlação à água circundante, ou seja, parada e em total equilíbrio, tal como descrita na opção (D).

Q66
Hidrostática — Princípio de Arquimedes

Um objeto feito de material desconhecido é mergulhado em um copo completamente cheio de água. Como consequência, parte da água que havia no copo é derramada, conforme ilustrado na imagem.

Objeto mergulhado transbordando a água de um copo que possuía borda cheia.

Sabe-se que o objeto ficou em equilíbrio, como mostrado na imagem. Se a massa do objeto é igual a $m_0$, então a massa de água derramada é igual a

A)$\frac{m_0}{4}$
B)$2m_0$
C)$m_0$
D)$\frac{m_0}{2}$
E)$4m_0$

Gabarito oficial FMRP2101

C
Resolução

Segundo a formulação do Princípio de Arquimedes, qualquer corpo total ou parcialmente submerso num líquido sofre a atuação de um empuxo propulsor para a vertical superior. Esse Empuxo ($\vec{E}$) carrega o valor equivalente ao peso do líquido deslocado pelo material em afundamento.

Como o objeto do cenário "ficou em equilíbrio" em estado de flutuação de cota d'água, assume-se que o repouso atesta que o peso total intrínseco de arrasto material do objeto atinge patamar de anulação mútua com o empuxo recebido ($\vec{P}_{objeto} = \vec{E}$).

Visto que o empuxo é o próprio peso transbordado ($E = P_{água\ deslocada}$), e a gravidade opera identicamente em todo o lugar da bancada, extrai-se que os pesos espelhados apontam as massas como diretamente equivalentes ($m_{objeto} = m_{água}$). Portanto, a massa derramada também é idêntica ao original estipulado: $m_0$.

Q67
Termologia — Propagação do Calor (Isolantes Térmicos)

Considere o trecho da música "De mais ninguém", de Arnaldo Antunes e Marisa Monte.

"... É o meu lençol, é o cobertor
É o que me aquece sem me dar calor..."

Do ponto de vista da termodinâmica e considerando que o termo "me aquece" corresponda a "manter aquecido", pode-se dizer que esse trecho da música está

A)correto, pois a utilização de cobertores e lençóis faz com que a capacidade térmica do corpo humano aumente, aumentando a temperatura do corpo.
B)incorreto, pois a utilização de cobertores e lençóis faz com que a capacidade térmica do corpo humano diminua, diminuindo a temperatura do corpo.
C)incorreto, pois a utilização de cobertores e lençóis faz com que o calor específico do corpo humano diminua, diminuindo a temperatura do corpo.
D)correto, pois cobertores e lençóis são fontes de calor que podem aquecer o corpo humano.
E)correto, pois cobertores e lençóis funcionam como isolantes térmicos que dificultam a perda de calor do corpo humano para o ambiente.

Gabarito oficial FMRP2101

E
Resolução

Em Termodinâmica básica, os trajes que nos "esquentam" na vivência humana como agasalhos pesados, luvas de lã, assim como mantas e cobertores de cama, não contam com propriedades termoquímicas intrínsecas de fornecimento de reações combustivas ou caloríferas ativas em suas fibras têxteis. Eles não são originadores primários de "calor".

A física que permite o efeito protetor baseia-se unicamente nas propriedades de **Isolantes Térmicos**. O corpo do mamífero esquenta o interior natural gerado pelas vias do próprio metabolismo, e as tramas retém (impedem o fluxo passivo trocado) dessa dissipação interna térmica em direção ao ar gélido ambiente. Logo, a canção e a assertiva da opção (E) acertam majestosamente o alvo conceitual.

Q68
Óptica Geométrica — Espelhos Esféricos

A figura mostra uma médica com um disco preso em sua cabeça.

Ilustração focando na parte da testa da médica utilizando um disco prateado de luz com orifício de espelho frontal virado num consultório observando uma criança.

Esse aparato, muito utilizado no passado, principalmente por médicos otorrinolaringologistas, se chama espelho frontal. Basicamente, é um espelho com um orifício central, capaz de convergir raios de luz, provenientes de uma fonte externa, em direção à região do corpo do paciente que se deseja examinar, como a cavidade nasal. A vantagem desse aparato é que o médico, com o olho posicionado atrás do orifício, pode observar o paciente sem nenhum obstáculo ou sombra à sua frente. Esse aparato é um espelho

A)côncavo e a fonte de luz deve ser posicionada a uma distância maior do que a distância focal do espelho.
B)convexo e a fonte de luz deve ser posicionada a uma distância menor do que a distância focal do espelho.
C)côncavo e a fonte de luz deve ser posicionada a uma distância menor do que a distância focal do espelho.
D)plano e a fonte de luz deve ser posicionada a uma distância igual à que o paciente está do espelho.
E)convexo e a fonte de luz deve ser posicionada a uma distância maior do que a distância focal do espelho.

Gabarito oficial FMRP2101

A
Resolução

Para aglutinar perfeitamente (convergir) a luminosidade de raios advindos de todo o ambiente para uma região anatômica localizada específica da garganta/narinas, a propriedade refletiva geométrica apropriada exige que o espelho seja de curvatura fechada, ou seja, um espelho côncavo (único capaz de convergir feixes no cruzamento referencial).

Para que a luminosidade consiga se conjugar real e cruzar num ponto alvo efetivo projetando sua "imagem" focada na garganta da criança (um ponto iluminado pequeno), faz-se mandatório que o objeto (a lâmpada de origem da sala que banha a superfície frontal do espelho) esteja situado exteriormente muito além do ponto intersecional do foco do próprio disco, em uma posição $p > f$ atestando assim a formação clássica convergente.

Q69
Ondulatória — Equação Fundamental da Onda

A lavadora ultrassônica, ou cuba ultrassônica, como a da imagem, é um dos equipamentos utilizados em consultórios e hospitais para a pré-limpeza de equipamentos cirúrgicos e odontológicos. Essa lavadora produz ondas mecânicas, com frequência na faixa do ultrassom, que são transmitidas para uma solução em seu interior. Isso faz com que as moléculas da solução se agitem e, por meio de um processo chamado cavitação, acabem por dissociar as impurezas nas superfícies dos materiais submersos na cuba.

Cuba ultrassônica sendo usada na desinfecção submersa de alicates metálicos cirúrgicos.

Sabendo que um valor típico para a frequência de operação dessas cubas é de 40 kHz e que as ondas produzidas se propagam na solução com uma velocidade de $1480\text{ m/s}$, o comprimento de onda associado a essas ondas é de

A)$2,7 \times 10^1\text{ m}$.
B)$3,7 \times 10^{-2}\text{ m}$.
C)$2,7 \times 10^{-3}\text{ m}$.
D)$3,7 \times 10^2\text{ m}$.
E)$2,7 \times 10^3\text{ m}$.

Gabarito oficial FMRP2101

B
Resolução

A Equação Fundamental da Ondulatória associa as grandezas lineares de propagação de qualquer espectro através de $v = \lambda \cdot f$.

A frequência oferecida em kHz demanda conversão padrão antes da execução no SI: $f = 40\text{ kHz} = 40 \times 10^3\text{ Hz}$.
Velocidade propagada submersa na solução aquosa $v = 1480\text{ m/s}$.

Substituindo para cálculo do $\lambda$:
$1480 = \lambda \cdot (40 \times 10^3)$
$\lambda = \frac{1480}{40000} = \frac{148}{4000} = 0,037\text{ m}$.

Em formato de notação científica, esse valor deslocado em duas casas é $3,7 \times 10^{-2}\text{ m}$.

Q70
Eletrodinâmica — Lei de Ohm

Uma pessoa tocou os polos da bateria de um automóvel, que possui uma diferença de potencial de 12 V, com as duas mãos, uma em cada polo. Considerando que, nessa situação, a resistência elétrica entre as mãos da pessoa seja igual a 4,0 kΩ, a corrente elétrica que percorre o corpo da pessoa terá intensidade igual a

A)4,5 mA.
B)6,0 mA.
C)1,5 mA.
D)3,0 mA.
E)1,0 mA.

Gabarito oficial FMRP2101

D
Resolução

Através da modelagem clássica da Primeira Lei de Ohm, a proporção direta entre a tensão aplicada nos terminais e a corrente originada flui sob restrição do resistor isolante submerso no miolo ($U = R \cdot i$).

Aferindo os valores em conversão com $R = 4,0\text{ k}\Omega = 4,0 \times 10^3\ \Omega$ e uma tensão veicular $U = 12\text{ V}$:
$12 = (4 \times 10^3) \cdot i \Rightarrow i = \frac{12}{4 \times 10^3}$
$i = 3 \times 10^{-3}\text{ A}$.

Ao adaptar o formato em submúltiplo ($\times 10^{-3} = \text{mili}$) exigido pelas alternativas dispostas no bloco, resulta-se elegantemente em $3,0\text{ mA}$.

Q15
Cinemática Vetorial — Lançamento Horizontal e Queda Livre
Questão discursiva

Dois gatos estão brincando num local onde $g=10\text{ m/s}^2$ conforme representado na imagem. O gato 1 se encontra sobre o tampo de uma mesa, a 0,8 m do chão. O gato 2, que está no chão, na mesma vertical Q que passa pelo gato 1, inicia uma corrida, a partir do repouso, com aceleração $a_2$ constante. No mesmo instante, o gato 1 salta horizontalmente para frente, com velocidade horizontal $v_1=1,5\text{ m/s}$, levando 0,40 s para atingir o chão. Por fim, os dois gatos chegam ao ponto P no mesmo instante. Para a resolução da questão, despreze as dimensões dos gatos.

Gato 1 salta em parábola da mesa (0,8m), Gato 2 parte retilineamente do chão. Ambos correm rumo a um ponto idêntico P.

a)Após saltar, qual era o módulo da aceleração do gato 1, em $\text{m/s}^2$? Qual era o módulo da componente vertical de sua velocidade, em m/s, quando atingiu o chão?

RespostaAceleração = 10 m/s²; Velocidade vertical final = 4,0 m/s.

b)Quanto vale a distância d, em metros, entre a linha vertical Q, de onde os dois gatos partiram, e o ponto P, onde se encontraram? Qual era a aceleração do gato 2, em $\text{m/s}^2$, para que ambos chegassem a esse ponto P no mesmo instante?

RespostaDistância d = 0,60 m; Aceleração a_2 = 7,5 m/s².
Resolução

a) Ao desvincular seu estado flutuante com a mesa atirando-se no salto parabólico sem atuação aerodinâmica limitante restritiva (resistência), a unicamente aceleração em ação contínua sobre a massa do animal livre constitui-se restritivamente na puxada da **aceleração da gravidade**: portanto, vale exatamente $10\text{ m/s}^2$.

A componente vertical final da velocidade ($V_{1y}$) experimenta um puro comportamento linear de MRUV caindo em Queda Livre de $V_{0y} = 0$. Utilizando o respectivo tempo total do espatifamento em solo de $\Delta t = 0,40\text{ s}$:
$V_{1y} = V_{0y} + g \cdot t = 0 + 10 \cdot 0,40 = 4,0\text{ m/s}$.

b) A distância horizontal atingida no chão em ponto alvo (alcance elástico do trajeto) obedece à equação inercial horizontal do referencial fixo regida unicamente pela velocidade contínua da borda da mesa. Em MRU com o transcorrer sincronizado do ar:
$d = v_x \cdot \Delta t = 1,5\text{ m/s} \times 0,40\text{ s} = 0,60\text{ m}$.

Sabendo a métrica pontual desse patamar no solo, analisa-se, por fim, que o Gato 2 correu essa mesma distância rastreada de $0,60\text{ m}$ percorrendo em rigoroso limite temporal do irmão (0,40s) originado ali do encosto inercial inicial nulo e repousado ($v_0 = 0$). Pela Equação de Espaço de Sorvetão para estipular a aceleração dele ($a_2$):
$\Delta S = V_0 \cdot t + \frac{a_2 \cdot t^2}{2}$
$0,60 = 0 + \frac{a_2 \cdot (0,40)^2}{2} \Rightarrow 1,20 = a_2 \cdot 0,16$
$a_2 = \frac{1,20}{0,16} = 7,5\text{ m/s}^2$.

Q16
Dinâmica e Cinemática Angular — Trabalho, Energia e MCU
Questão discursiva

Uma roda d'água, que gira a uma velocidade angular constante, possui 20 reservatórios de volume $V=5\text{ L}$ cada e um raio $R = \frac{\sqrt{3}}{3}\text{ m}$. Sobre a roda está instalada uma calha que despeja água, de densidade igual a $1\text{ kg/L}$, a uma taxa de 1,25 L por segundo, conforme ilustrado na figura. Considere que essa taxa é a mesma com que os reservatórios são preenchidos e que eles ficam completamente cheios ao passarem pela queda d'água.

Roda d'água com calha acima jorrando em compartimentos dispostos em um raio num declive angular lateral.

a)Qual é o tempo, em segundos, necessário para se encher cada reservatório? Sabendo que a roda leva 80 s para completar uma volta, qual a sua velocidade angular, em radianos por segundo?

RespostaTempo t = 4,0 s; Vel. Angular w = π/40 rad/s.

b)Um reservatório, após ser completamente cheio, percorre um trajeto que corresponde a um ângulo de $60^{\circ}$, cujo seno vale $\frac{\sqrt{3}}{2}$, sem despejar água. A partir disso, esse reservatório estará alinhado com o eixo da roda e começará a despejar água. Qual é a variação, em módulo, da energia potencial gravitacional do volume V de água, dada em Joules, considerando $g=10\text{ m/s}^2$, durante esse trajeto? Considerando que essa energia possa ser convertida em energia elétrica, quantas voltas a roda deve dar para gerar 50 kWh de energia?

RespostaVariação de Energia Potencial = 25 J; Nº de voltas = 360.000 voltas.
Resolução

a) Dado que um compartimento do reservatório exibe teto exato totalizador no volume de $V_{res} = 5\text{ L}$ e a água proveniente da calha inunda contínua numa razão de fluxo $\Phi = 1,25\text{ L/s}$:
$t_{encher} = \frac{\text{Volume}}{\text{Vazão}} = \frac{5}{1,25} = 4,0\text{ s}$.

Para o movimento de contorno rotacional fixo que transcorre para fechar o percurso da revolução redonda numa temporalidade equivalente de um período orbital de 80 s ($T = 80\text{ s}$):
$\omega = \frac{2\pi}{T} = \frac{2\pi}{80} = \frac{\pi}{40}\text{ rad/s}$.

b) O trajeto gravitacional descido em cota angular lateral recusa-se ao linear puro. Em uma secção abaulada onde o arco rodado descreve exatos $60^{\circ}$ partindo do topo superior de pico perpendicular da roda, o deslocamento da altura perpendicular se mede via Trigonometria. A diferença atitudinal rebaixada da parcela referencial obedece a cota linear ($\Delta h = R \cdot \text{sen } 60^{\circ}$):
$\Delta h = \left(\frac{\sqrt{3}}{3}\right) \times \left(\frac{\sqrt{3}}{2}\right) = \frac{3}{6} = 0,5\text{ m}$.

Empregando a massa dos $5\text{ L}$ contidos pela densidade local, logo $m = 5\text{ kg}$, calcula-se a Variação da Energia Potencial em módulo no mergulho orbital de tombo do bolsão:
$|\Delta E_p| = m \cdot g \cdot \Delta h = 5 \cdot 10 \cdot 0,5 = 25\text{ J}$.

Para a conversão requisitada no fim em suprimento de gerador, a soma total a extrair objetiva os $50\text{ kWh}$. Como $1\text{ kW}$ equivale a $1000\text{ W}$ e uma respectiva hora detém multiplicados $3600\text{ s}$:
$E_{total} = 50 \times 1000 \times 3600 = 180.000.000\text{ J} = 1,8 \times 10^8\text{ J}$.

A conta energética em UMA simples volta da roda d'água integra seus $20$ reservatórios orbitais contribuindo num mesmo padrão de queda. O total elétrico gerado por giro completo resulta em $20 \times 25\text{ J} = 500\text{ J}$.
Logo, a conta proporcional atestada para o gerador exige que o número limite de Voltas ($N$) seja:
$N = \frac{E_{total}}{\text{Energia/Volta}} = \frac{180.000.000}{500} = 360.000\text{ voltas}$.

Q17
Termologia — Dilatação Linear e Potência Térmica
Questão discursiva

No projeto de uma usina deseja-se utilizar um eixo que seja capaz de suportar grandes variações de temperatura. Para isso, foram construídos e testados 6 eixos, de diferentes materiais, indicados no gráfico, possuindo 20,00 cm de comprimento cada, à temperatura de 300 K. Como requisito, o eixo a ser escolhido não pode sofrer uma dilatação, em comprimento, maior que 0,025 cm, dada uma variação de temperatura de 100 K. O gráfico representa o comprimento total dos eixos em função da temperatura a que estão submetidos.

Gráfico linear mostrando retas crescentes partindo de 20,00cm até seus dilatamentos para os 6 metais distintos.

a)O eixo feito de qual material, dentre os apresentados no gráfico, possui a dilatação linear mais próxima, porém inferior, ao limite estabelecido para a utilização na usina? Quanto vale, aproximadamente, seu coeficiente de dilatação linear, em $\text{K}^{-1}$?

RespostaMaterial = Titânio; Coeficiente de Dilatação α = 9,0×10⁻⁶ K⁻¹.

b)Se um eixo de 600 g, feito de um material cujo calor específico é igual a $0,1\text{ cal/(g}\cdot^{\circ}\text{C)}$ for aquecido por uma fonte de calor a uma taxa de $30\text{ cal/s}$ sem se fundir, qual será a taxa, em $^{\circ}\text{C/s}$ com que sua temperatura variará? Quanto tempo, em segundos, é necessário para que sua temperatura seja elevada em $100^{\circ}\text{C}$?

RespostaTaxa termal = 0,5 °C/s; Tempo = 200 s.
Resolução

a) Lendo no próprio gráfico estipulado, acompanhamos o decurso das retas das retas ascendentes numa margem restritiva de acréscimo térmico equivalente de subida $\Delta T = 100\text{ K}$ (observando, por exemplo, o afastamento original partindo dos 300K até sua marcação alinhada com os 400K).
O aço ultrapassa levemente/beira o requisito ($\Delta L \approx 0,025\text{ cm}$). Abaixo do limite aceitável mais avizinhado resta expressamente a linha referente ao Titânio. Se confirmarmos pelo traçado máximo do final, no avanço exato superior alcançando 800K, o aumento foi submetido ao delta expressivo alongado ($\Delta T = 500\text{ K}$) alcançando na marca visual aproximada o valor do eixo vertical aferindo $20,09\text{ cm}$.
A dilatação aferida seria de $\Delta L = 0,09\text{ cm}$ totais. Disto conclui-se que o coeficiente respectivo equivale à equação clássica $\alpha = \frac{\Delta L}{L_0 \cdot \Delta T}$:
$\alpha = \frac{0,09}{20 \times 500} = \frac{0,09}{10000} = 0,09 \times 10^{-4} = 9,0 \times 10^{-6}\text{ K}^{-1}$.

b) Pelo arranjo matemático natural que a Potência Calorífica da taxa térmica infere, temos a igualdade restrita de $P = \frac{Q}{\Delta t} = \frac{m \cdot c \cdot \Delta\theta}{\Delta t}$. Isolando a fração variada da taxa térmica ($\frac{\Delta\theta}{\Delta t}$) questionada:
$\frac{\Delta\theta}{\Delta t} = \frac{P}{m \cdot c} = \frac{30}{600 \times 0,1} = \frac{30}{60} = 0,5\text{ }^{\circ}\text{C/s}$.

Por consequência, o transcorrer do tempo cronometrado preciso para escalar perfeitamente o cume na quantia térmica estritamente de $\Delta\theta = 100^{\circ}\text{C}$ pode ser extraído diretamente da mesma razão simples e resolutiva da taxa base calculada:
$\Delta t = \frac{100}{0,5} = 200\text{ s}$.

Q18
Óptica Geométrica — Lentes Convergentes e Dilatação Virtual
Questão discursiva

Um biólogo está observando uma colônia de bactérias com um microscópio simples, composto apenas por uma lente convergente. Essa lente está posicionada a 5,0 mm da colônia de bactérias e sabe-se que, nessa condição, a lente é capaz de ampliar a imagem em 10 vezes.

a)Sabendo que a imagem é virtual e direita, a que distância da lente, em mm, a imagem da colônia de bactérias será formada? Qual a distância focal dessa lente, em mm?

RespostaDistância da imagem virtual |p'| = 50 mm; Distância focal f = 5,55 mm (50/9).

b)Em determinado instante $t_0 = 0\text{ s}$, a colônia de bactérias, uniformemente distribuída em uma área circular, possuía 0,40 mm de diâmetro. Sabendo que o diâmetro da colônia aumenta a uma taxa constante de 0,02 mm por segundo, qual é a taxa, em mm/s, com que o diâmetro da imagem da colônia aumenta? Qual é a equação que descreve a área da imagem, em $\text{mm}^2$, em função do tempo, em segundos?

RespostaTaxa D_i = 0,20 mm/s; Equação A(t) = π(2 + 0,1t)².
Resolução

a) Como as características descritas atestam ser virtual e ampliada, e perante o sistema numérico analítico da Equivalência Linear, a ampliação transversal assume valor positivo ($A = +10$).
A fórmula da Ampliação dita: $A = -\frac{p'}{p}$. Com a presença real alocada estritamente do objeto a $p = 5,0\text{ mm}$:
$10 = -\frac{p'}{5} \Rightarrow p' = -50\text{ mm}$. Sendo a distância física virtual absoluta descrita meramente na cota da lupa resultando assim aos afastados $50\text{ mm}$.

O Foco ótico provém da clássica formulação unificada na conjugação direta do próprio Aumento referencial ($A = \frac{f}{f - p}$):
$10 = \frac{f}{f - 5} \Rightarrow 10f - 50 = f \Rightarrow 9f = 50 \Rightarrow f = \frac{50}{9}\text{ mm}$. Que arredondado aponta os cerca de $5,55\text{ mm}$.

b) Visto que o diâmetro e todas as métricas lineares são multiplicados integral e restritamente pelo mesmo respectivo fator constante amplificador visual provido pela lente (10 vezes), deduz-se que a proporção das taxas é transposta com obediência similar escalar:
$\text{Taxa}(D_i) = 10 \cdot \text{Taxa}(D) = 10 \cdot 0,02 = 0,20\text{ mm/s}$.

A expressão horária algébrica cinemática estipulante do crescimento perfeitamente diametral em função natural é gerida por $D_{i(t)} = D_{i,0} + \text{taxa} \cdot t$. Onde seu visual nativo é $D_{i,0} = 10 \times 0,40 = 4,0\text{ mm}$. Logo, $D_{i(t)} = 4,0 + 0,20t$.
Dessa forma, e lembrando-se que o Raio exibe puramente e sempre o corte equitativo fatiado e dividido na metade da reta diametral transversal inteira ($R_{i(t)} = \frac{4,0 + 0,20t}{2} = 2,0 + 0,10t$), projeta-se o valor na fórmula da Área de uma geometria em espalhamento circular ($Area = \pi \cdot R^2$):
$A_{(t)} = \pi \cdot (2,0 + 0,10t)^2\text{ mm}^2$.

Q19
Física Moderna — Ondas Eletromagnéticas e Efeito Fotoelétrico
Questão discursiva

A transparência de um material depende da frequência da luz que incide sobre ele. Na figura, à esquerda, está representada uma fonte que emite um feixe de luz de intensidade constante e frequência variável. O feixe incide sobre uma placa de vidro e pode ser transmitido para o outro lado da placa chegando a um detector. O gráfico da intensidade luminosa, recebida pelo detector, em função da frequência da luz, está representado no lado direito da figura. Considere a velocidade da luz como sendo $c=3 \times 10^8\text{ m/s}$.

Duas figuras interligadas. Esquerda exibe fonte atirando num vidro repassando luz prum detector. Gráfico exibe a queda a 0% a partir dos 4,0 frequências.
Espectro eletromagnético em função do comprimento de onda, destacando as faixas de raios gama, raios-X, ultravioleta, luz visível, infravermelho, micro-ondas e ondas de rádio.

a)Considerando a linha vertical tracejada no gráfico da intensidade luminosa, a partir de qual comprimento de onda da luz, em metros, a placa de vidro começa a ser opaca? A que região do espectro eletromagnético, representado abaixo, a luz com esse comprimento de onda pertence?

RespostaComprimento limiar λ = 7,5×10⁻⁸ m; Pertence ao Ultravioleta.

b)Para se ionizar um átomo de argônio no estado fundamental, ou seja, remover um elétron de sua última camada de energia, é necessária uma energia mínima de $2,5 \times 10^{-18}\text{ J}$. Utilizando a relação de Planck-Einstein, onde $E_{foton} = hf$, $h = 6,6 \times 10^{-34}\text{ m}^2\cdot\text{kg/s}$ e f é a frequência, se um elétron for removido do átomo de argônio ao absorver um fóton com frequência de $4,0 \times 10^{15}\text{ Hz}$, qual será sua energia cinética, ou seja, a energia restante, em Joules, após a ionização?

RespostaEnergia Cinética E_c = 1,4×10⁻¹⁹ J.
Resolução

a) O exame das métricas do gráfico à direita evidencia que a placa passa a deter interrupção total, caindo o patamar e o percentil transmitido detectável ao valor zerado, quando se atinge o patamar e o corte estrito da referida frequência limiar estancadora na exata vertical de $f = 4,0 \times 10^{15}\text{ Hz}$.
Invocando a conversão fundamental inerente com as razões espaciais ondulatórias transversais na Equação Padrão, $\lambda = \frac{c}{f}$:
$\lambda = \frac{3 \times 10^8}{4 \times 10^{15}} = 0,75 \times 10^{-7}\text{ m} = 7,5 \times 10^{-8}\text{ m}$.

Conferindo em observância na tira esquemática complementar exposta de apoio do espectro ondulatório no caderno de prova: o valor numérico recai e é comportado plenamente habitante na faixa abarcada situada rigidamente pela seção correspondente ao domínio respectivo Ultravioleta (entre as grandezas de $10^{-8}\text{ m}$ até antes de $3,5 \times 10^{-7}\text{ m}$).

b) Partindo dos ditames postulados no conceito que rege as formulações na absorção discreta no chamado clássico Efeito Fotoelétrico ou Fotoionização, a energia sobrante desprendida adquire formato integral mecânico de disparo acelerado com uma energia Cinética mensurável ($E_c$). A subtração de saldos dá-se pela diferença das energias primárias incidentais retendo o "pedágio" arrancador retentivo base (Função Trabalho / Ionização).
$E_c = E_{foton} - \Phi$
Calculemos primeiramente a bolsa fotônica entrante pura: $E_{foton} = h \cdot f = 6,6 \times 10^{-34} \times 4,0 \times 10^{15} = 26,4 \times 10^{-19}\text{ J}$. Para padronizar em casas na potência combinante dos pedágios, convertemos a $\times 10^{-18}$: $2,64 \times 10^{-18}\text{ J}$.

A taxa extorquida do elétron no trabalho aprisionante de quebra da orbita argônica corresponde aos informados exatos $2,5 \times 10^{-18}\text{ J}$.
Subtraindo no formato padrão: $E_c = 2,64 \times 10^{-18} - 2,50 \times 10^{-18} = 0,14 \times 10^{-18}\text{ J}$.
Reescrevendo a parcela notacional adequada de finalização padronizada, alcança-se o resto real de sobras: $1,4 \times 10^{-19}\text{ J}$.

Q20
Eletrodinâmica — Ponte de Wheatstone
Questão discursiva

Um circuito semelhante ao da imagem pode ser encontrado em alguns termômetros digitais. Nele, estão ligados uma bateria de 5 V, um amperímetro, A, e 4 resistores, $R_1$, $R_2$, $R_3$ e $R_4$, de resistências elétricas $5\ \Omega$, $10\ \Omega$, $25\ \Omega$ e $50\ \Omega$, respectivamente. Quando a chave S é ligada, o circuito é chamado de ponte de Wheatstone.

Esquema elétrico clássico de losango com 4 resistores, chave central em S no galvanômetro conectando os nós, todos energizados em DC 5V base.

a)Com a chave S desligada, qual é a resistência equivalente, em ohms, do circuito? Qual é a intensidade da corrente total, i, que o atravessa, em ampères?

RespostaResistência Equivalente = 12,5 Ω; Corrente i = 0,4 A.

b)Considere que esses resistores foram trocados por outros 4 resistores de valores desconhecidos e que a chave S foi ligada. Percebeu-se, então, que o amperímetro mediu uma corrente de valor nulo, ou seja, que não passava corrente entre os pontos a e b do circuito. Prove que, nesta nova condição, os valores dos novos resistores estão relacionados por $R_1 \cdot R_4 = R_2 \cdot R_3$.

RespostaSe o fio central não tem corrente, há um Equilíbrio. Quedas de tensão devem ser iguais nos ramos em paralelo. A prova usa V_c-V_a = V_c-V_b e derivadas cruzando proporcionalidades R1/R2 = R3/R4.
Resolução

a) Se a chave divisória interligante estipulada em 'S' acha-se totalmente desativada cortando a ramificação medular espinha central do galvanômetro/amperímetro, a matriz dos resistores espalhados na forma disposta e paralela bifurca-se rigorosamente em duas veredas que fluem juntas contornando-se:
A via de laço Superior aglutina uma passagem linear simples cruzando a série unida de: $R_{sup} = R_1 + R_2 = 5 + 10 = 15\ \Omega$.
A vereda de braço Inferior totaliza em conjunto isolado análogo uma soma série de: $R_{inf} = R_3 + R_4 = 25 + 50 = 75\ \Omega$.

Consolidando as duas resistências laterais que agem juntas no arrastão do arranjo Paralelo inteiro:
$R_{eq} = \frac{15 \times 75}{15 + 75} = \frac{1125}{90} = 12,5\ \Omega$.

Deste modo, partindo com a Lei de Ohm elementar ($U = R \cdot i$), a intensidade motriz de bateria é sugada do reservatório de 5V equivalendo a:
$i = \frac{5}{12,5} = 0,4\text{ A}$.

b) Em arranjos elétricos tipificados puramente como pontes balanceadas em formato geométrico losangular (Ponte de Wheatstone), a leitura passiva demonstrada com fluxo nulo ou inerte na travessa da medição do ponteiro indica veementemente e irrefutavelmente que as forças potencias se equalizaram nos polos aferidores.
Para o caso exposto com Amperímetro desativando em zero total: A dedução prova que os nós "a" e "b" possuem perfeitamente a mesmíssima cota/estatura de diferencial e voltagem elétrica local referencial. Assim, $V_a = V_b$.

Decorre desta igualdade estipulada, em duas ramificações, que a corrente fracionada passante em "c" ao se decompor ($i_1$ superior e $i_2$ inferior) atinge quedas restritas idênticas no potencial decrescente.
I) Queda de tensão da malha esquerda entre nó matriz e nós alvos em V: $V_c - V_a = V_c - V_b \Rightarrow R_1 \cdot i_1 = R_3 \cdot i_2$.
II) Queda de finalização arrastada dos mesmos nós estabilizados aos términos ralo em "d": $V_a - V_d = V_b - V_d \Rightarrow R_2 \cdot i_1 = R_4 \cdot i_2$.

Formulando a dedução algebricamente perante a divisão em forma de fração de ambas as equações simultâneas de queda isoladas:
$\frac{R_1 \cdot i_1}{R_2 \cdot i_1} = \frac{R_3 \cdot i_2}{R_4 \cdot i_2}$. Simplifica-se a cota e somem-se de vez as devidas correntes isoladas fracionadas.
Fração resolutiva base do losango estanque: $\frac{R_1}{R_2} = \frac{R_3}{R_4}$.
Logo, com produtos cruzados da igualdade da matemática fundamental prova-se de uma vez todas a condição de equilíbrio universal estipulada: $R_1 \cdot R_4 = R_2 \cdot R_3$.

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