← Voltar às edições FMJ

FMJ 2020

Faculdade de Medicina de Jundiaí

Vestibular 2020 · Prova II (Medicina), questões de Física (Q51-60) — resolução comentada Método TEF.

Q51
Cinemática — Lançamento Vertical e Movimento Circular

Em uma competição de saltos ornamentais, uma atleta, após tirar seus pés da plataforma, iniciando a queda livre, deve fazer seu corpo girar uma vez e meia em torno de seu centro de gravidade, antes de tocar a água.

Atleta de saltos ornamentais em posição de rotação no ar

(www.organicsnewsbrasil.com.br. Adaptado.)

Considere que a aceleração gravitacional é igual a 10 m/s² e que a atleta deve realizar o giro enquanto seu centro de gravidade se desloca verticalmente por 5,0 m, a partir do repouso. Para que a atleta consiga realizar esse salto com perfeição, seu corpo deve girar com velocidade angular média de

A)$2,0\pi\text{ rad/s}$.
B)$3,0\pi\text{ rad/s}$.
C)$1,5\pi\text{ rad/s}$.
D)$0,6\pi\text{ rad/s}$.
E)$2,3\pi\text{ rad/s}$.

Gabarito oficial FMJU1901

B
Resolução

Primeiro, precisamos descobrir quanto tempo a atleta tem disponível para realizar os giros antes de atingir a água. Ela realiza uma queda livre (partindo do repouso, $v_0 = 0$) de uma altura de 5,0 m.

Equação horária da posição na queda livre:
$h = \dfrac{g \cdot t^2}{2}$
$5,0 = \dfrac{10 \cdot t^2}{2}$
$5,0 = 5 \cdot t^2 \Rightarrow t^2 = 1 \Rightarrow t = 1,0\text{ s}$.

A atleta tem 1 segundo de queda. Nesse tempo, ela deve girar "uma vez e meia". Sabemos que uma volta completa (1 giro) equivale a $2\pi$ radianos. Logo, 1 volta e meia equivale a:
$\Delta\theta = 1,5 \cdot 2\pi = 3\pi\text{ rad}$.

A velocidade angular média ($\omega$) será:
$\omega = \dfrac{\Delta\theta}{\Delta t} = \dfrac{3\pi}{1,0} = 3,0\pi\text{ rad/s}$.

Q52
Gravitação Universal — Órbitas e Leis de Kepler

A figura mostra a trajetória elíptica do movimento de translação de um asteroide ao redor do Sol, localizado em um dos focos dessa elipse.

Trajetória elíptica de um asteroide ao redor do Sol indicando Periélio e Afélio

Considerando um pequeno deslocamento do asteroide a partir do local em que ele está representado na figura, pode-se afirmar que a força gravitacional que o Sol exerce sobre ele durante esse deslocamento

A)tem intensidade maior do que a da força exercida pelo asteroide sobre o Sol.
B)não realiza trabalho.
C)realiza trabalho positivo.
D)tem intensidade maior do que a da força exercida quando o asteroide estiver no periélio.
E)causa diminuição da velocidade do asteroide.

Gabarito oficial FMJU1901

C
Resolução

Analisando o movimento a partir da figura, o asteroide está se deslocando do afélio (ponto mais distante) em direção ao periélio (ponto mais próximo). Nesse trajeto de aproximação, a velocidade orbital do asteroide aumenta progressivamente (2ª Lei de Kepler).

A força gravitacional atua apontando diretamente para o Sol. Como o asteroide está se aproximando do Sol, o ângulo formado entre o vetor velocidade e o vetor força gravitacional é agudo. Portanto, há uma componente da força gravitacional atuando a favor do movimento, o que significa que essa força realiza um trabalho positivo (trabalho motor).

Nota sobre as incorretas: A força gravitacional entre eles é um par ação-reação, logo têm intensidades iguais (A errada). A força será máxima no periélio, pois a distância é mínima (D errada). O trabalho não seria nulo porque a trajetória não é circular e a força não é perpendicular ao deslocamento em todos os pontos (B errada). E a velocidade aumenta, não diminui (E errada).

Q53
Dinâmica — Quantidade de Movimento (Colisões)

Houve um período durante a formação do Sistema Solar em que as colisões entre os astros que estavam se consolidando eram frequentes. Suponha que dois desses astros, A e B, de massas respectivamente iguais a 4m e 2m e inicialmente movendo-se em direções perpendiculares, colidiram e se fragmentaram em quatro objetos, como mostra a figura.

Esquema vetorial antes da colisão (A horizontal, B vertical) e após a colisão (fragmentos espalhados)

Considerando as informações da figura, $\text{sen }\alpha = 0,6$, $\cos\alpha = 0,8$, $\text{sen }\theta = 0,8$ e $\cos\theta = 0,6$, pode-se concluir que as velocidades dos astros A e B antes da colisão eram, respectivamente,

A)2,4 V e 1,2 V.
B)2,4 V e 1,0 V.
C)0,8 V e 0,8 V.
D)1,6 V e 1,0 V.
E)1,6 V e 0,8 V.

Gabarito oficial FMJU1901

D
Resolução

Trata-se de um sistema isolado onde a quantidade de movimento vetorial se conserva ($\vec{Q}_{antes} = \vec{Q}_{depois}$). Vamos decompor nos eixos X (horizontal) e Y (vertical).

Conservação no Eixo X (Horizontal):
Antes da colisão, apenas o astro A se movimenta no eixo X: $Q_{xi} = 4m \cdot V_A$.
Após a colisão, todos os fragmentos têm componente horizontal para a direita. Somando as projeções no eixo X ($v \cdot \cos$):
$Q_{xf} = m(2,6V) + 3m(V \cos\alpha) + m(V \cos\theta) + m(V \cos\alpha)$
$Q_{xf} = 2,6mV + 3m(0,8V) + m(0,6V) + m(0,8V)$
$Q_{xf} = 2,6mV + 2,4mV + 0,6mV + 0,8mV = 6,4mV$.
Igualando: $4m \cdot V_A = 6,4mV \Rightarrow V_A = 1,6 V$.

Conservação no Eixo Y (Vertical):
Antes da colisão, apenas o astro B se movimenta no eixo Y: $Q_{yi} = 2m \cdot V_B$.
Após a colisão, os dois fragmentos superiores têm componente Y positiva (para cima) e o inferior tem componente negativa (para baixo). O fragmento da direita de 2,6V não tem componente vertical.
$Q_{yf} = 3m(V \text{sen}\alpha) + m(V \text{sen}\theta) - m(V \text{sen}\alpha)$
$Q_{yf} = 3m(0,6V) + m(0,8V) - m(0,6V)$
$Q_{yf} = 1,8mV + 0,8mV - 0,6mV = 2,0mV$.
Igualando: $2m \cdot V_B = 2,0mV \Rightarrow V_B = 1,0 V$.

As velocidades de A e B eram $1,6 V$ e $1,0 V$, respectivamente.

Q54
Dinâmica — Conservação de Energia (Trabalho de Forças Dissipativas)

Uma pessoa descarrega galões de água de um caminhão utilizando uma canaleta por onde os galões deslizam, como mostra a figura.

Galão escorregando por uma canaleta ligando a caçamba do caminhão ao chão

A pessoa empurra o galão do alto do caminhão, imprimindo-lhe a velocidade de 3,0 m/s. Deslizando pela canaleta, o galão desce de uma altura de 2,0 m e chega ao final da canaleta com velocidade de 2,0 m/s. Considerando-se a aceleração gravitacional igual a 10 m/s² e a massa do galão igual a 20 kg, a energia mecânica dissipada durante a descida do galão pela canaleta é igual a

A)400 J.
B)490 J.
C)50 J.
D)200 J.
E)450 J.

Gabarito oficial FMJU1901

E
Resolução

A energia dissipada é a diferença entre a Energia Mecânica Inicial (no alto do caminhão) e a Energia Mecânica Final (no fim da canaleta).

1. Energia Mecânica Inicial: O galão possui Energia Potencial e Energia Cinética iniciais.
$E_{mi} = E_p + E_c = mgh + \dfrac{m \cdot v_0^2}{2}$
$E_{mi} = (20 \cdot 10 \cdot 2,0) + \dfrac{20 \cdot (3,0)^2}{2}$
$E_{mi} = 400 + 10 \cdot 9 = 400 + 90 = 490\text{ J}$.

2. Energia Mecânica Final: O galão atinge o solo ($h=0$), tendo apenas Energia Cinética final.
$E_{mf} = \dfrac{m \cdot v_f^2}{2} = \dfrac{20 \cdot (2,0)^2}{2} = 10 \cdot 4 = 40\text{ J}$.

A energia dissipada pelo atrito na canaleta foi:
$E_{dissipada} = E_{mi} - E_{mf} = 490 - 40 = 450\text{ J}$.

Q55
Termologia — Calorimetria (Potência Térmica e Vazão)

Em um dia de verão, a água proveniente do encanamento entrou em um chuveiro à temperatura de 25 °C e foi aquecida até 35 °C, sendo que a quantidade de água que fluía pelo chuveiro, por unidade de tempo, era m. Nessa situação, o chuveiro forneceu calor para a água com uma potência igual a $P_V$. Em um dia de inverno, o fluxo de água foi reduzido para 0,80 m e a água entrou no chuveiro a 15 °C. Considerando que, em ambos os casos, a água absorveu todo o calor gerado pelo chuveiro, a potência $P_I$ com que o chuveiro forneceu calor para a água no inverno, a fim de que ela saísse também a 35 °C, foi

A)2,0 $P_V$.
B)3,2 $P_V$.
C)8,0 $P_V$.
D)1,6 $P_V$.
E)1,2 $P_V$.

Gabarito oficial FMJU1901

D
Resolução

A potência térmica é definida pelo calor sensível transmitido por unidade de tempo ($P = \dfrac{Q}{\Delta t} = \dfrac{m_{agua} \cdot c \cdot \Delta T}{\Delta t}$). O fluxo mássico fornecido pela questão ($m$) reflete justamente a razão ($\dfrac{m_{agua}}{\Delta t}$).

Para o dia de Verão, a água salta de 25 °C para 35 °C ($\Delta T_V = 10^\circ\text{C}$) sob vazão $m$:
$P_V = m \cdot c \cdot 10$.

Para o dia de Inverno, a água salta de 15 °C para 35 °C ($\Delta T_I = 20^\circ\text{C}$) sob vazão reduzida de $0,80m$:
$P_I = (0,80m) \cdot c \cdot 20$
$P_I = 16 \cdot m \cdot c$.

Relacionando as equações, dividindo uma pela outra:
$\dfrac{P_I}{P_V} = \dfrac{16 \cdot m \cdot c}{10 \cdot m \cdot c} = 1,6$
$P_I = 1,6 \cdot P_V$.

Q56
Termodinâmica — Transformações Cíclicas e Energia Interna

O diagrama pressão versus volume mostra a transformação cíclica ABCDA pela qual passa certa massa de gás ideal.

Gráfico P x V apresentando um ciclo retangular termodinâmico ABCDA

Em um ciclo, a variação da energia interna do gás é igual a

A)30 J.
B)60 J.
C)zero.
D)90 J.
E)120 J.

Gabarito oficial FMJU1901

C
Resolução

A energia interna ($U$) de um gás ideal é uma função de estado, o que significa que seu valor depende única e exclusivamente da temperatura absoluta em que o gás se encontra no momento ($U = \dfrac{3}{2}nRT$ para gases monoatômicos, por exemplo).

Em qualquer transformação cíclica (como a ABCDA mostrada no diagrama), o gás inicia e termina o seu percurso sempre no mesmo estado termodinâmico inicial (ponto A). Se o estado final é o mesmo que o estado inicial, as temperaturas são idênticas ($T_{final} = T_{inicial}$).

Portanto, ao longo de um ciclo completo, a variação da energia interna é estruturalmente nula ($\Delta U = 0$).

Q57
Óptica Geométrica — Leis da Reflexão

Um menino observou que os raios da luz solar atingiam seus olhos paralelamente ao solo, plano e horizontal, após refletirem no vidro plano de um automóvel.

Raios de luz incidentes em um vidro angulado a 50º com a horizontal rebatendo em uma linha de visão 100% plana

Sabendo que o raio incidente e o raio refletido estavam em um mesmo plano vertical e que a inclinação do vidro do automóvel em relação à horizontal era de 50°, o menino conclui que a inclinação $\theta$ dos raios incidentes no vidro em relação à vertical era de

A)15°.
B)30°.
C)20°.
D)25°.
E)10°.

Gabarito oficial FMJU1901

E
Resolução

Vamos analisar a geometria do sistema a partir da reta Normal (perpendicular à superfície reflexiva do vidro).

Se o vidro tem uma inclinação de 50° com a horizontal, a reta Normal ao vidro fará o ângulo complementar em relação à horizontal: $90^\circ - 50^\circ = 40^\circ$.

Como o raio refletido segue paralelamente ao solo (é perfeitamente horizontal), o ângulo de reflexão ($r$) — que é medido entre a Normal e o raio refletido — equivale diretamente à inclinação da própria Normal com a horizontal. Ou seja, $r = 40^\circ$.

Pela 2ª Lei da Reflexão, o ângulo de incidência ($i$) é igual ao ângulo de reflexão ($i = r = 40^\circ$). Assim, a separação total em graus entre o raio incidente e o raio refletido é de $i + r = 80^\circ$.

Sendo o raio refletido horizontal, o raio incidente deve estar vindo com uma angulação de 80° com a horizontal para baixo. A pergunta, porém, deseja saber o ângulo que o raio incidente faz em relação à reta vertical ($\theta$).

A relação da reta vertical com a horizontal compõe 90°. Portanto: $\theta = 90^\circ - 80^\circ = 10^\circ$.

Q58
Ondulatória — Equação Fundamental da Onda (Micro-ondas)

Chega ao País uso de micro-ondas contra o câncer

No dia 16 de maio foi aplicada, pela primeira vez no Brasil, uma técnica que utiliza micro-ondas para remover tumores. Indicada para cânceres de fígado, rim, pulmão e ossos, a ablação por micro-ondas é apontada como uma opção para tratar lesões de forma menos invasiva e mais rápida, reduzindo o tempo de internação e preservando a função dos órgãos que recebem o tratamento.

(O Estado de S.Paulo, 06.08.2019. Adaptado.)

Considerando que, no vácuo, a velocidade de propagação das ondas eletromagnéticas é igual a $3,0 \times 10^8\text{ m/s}$ e que o comprimento de onda das micro-ondas utilizadas na técnica descrita no texto é 12 cm, a frequência dessas micro-ondas é

A)$4,0 \times 10^{-4}\text{ Hz}$.
B)$2,5 \times 10^9\text{ Hz}$.
C)$3,6 \times 10^7\text{ Hz}$.
D)$4,0 \times 10^8\text{ Hz}$.
E)$2,5 \times 10^7\text{ Hz}$.

Gabarito oficial FMJU1901

B
Resolução

As micro-ondas são uma forma de radiação eletromagnética e viajam no vácuo com a velocidade da luz ($v = c = 3,0 \times 10^8\text{ m/s}$).

Antes de jogar na fórmula fundamental da ondulatória, precisamos compatibilizar o sistema de medidas convertendo o comprimento de onda ($\lambda$) fornecido em centímetros para metros:
$\lambda = 12\text{ cm} = 0,12\text{ m}$.

Aplicando a Equação Fundamental ($v = \lambda \cdot f$):
$3,0 \times 10^8 = 0,12 \cdot f$
$f = \dfrac{3,0 \times 10^8}{0,12}$

Ajustando as vírgulas matematicamente:
$f = \dfrac{300 \times 10^6}{0,12} = 2500 \times 10^6\text{ Hz}$.

Transcrevendo o resultado para notação científica padrão:
$f = 2,5 \times 10^9\text{ Hz}$.

Q59
Eletrodinâmica — Geradores (Associação de Pilhas em Série)

Uma pessoa comprou quatro pilhas de 1,5 V cada uma, como mostra a figura 1, para colocar em um aparelho que funciona com 6,0 V. Após colocá-las no aparelho, conforme mostra a figura 2, verificou que o aparelho não funcionava.

Figuras esquemáticas mostrando pilhas ligadas. A figura 2 exibe polos opostos mal posicionados perdendo a ddp pretendida

Para que o aparelho funcione normalmente, a pessoa deve inverter

A)apenas as pilhas 1 e 3.
B)todas as pilhas.
C)apenas a pilha 1.
D)apenas as pilhas 2 e 4.
E)apenas a pilha 4.

Gabarito oficial FMJU1901

D
Resolução

Para um aparelho receber 6,0 V originários de pilhas de 1,5 V, a associação precisa ser em série perfeita (aditiva), onde o polo positivo de uma pilha sempre se conecta ao negativo da próxima (e assim sucessivamente: $1,5 + 1,5 + 1,5 + 1,5 = 6,0\text{ V}$).

Observando as cores da Figura 1, o polo positivo (+) é a extremidade laranja com o ressalto, e o polo negativo (-) é a base plana verde.

Acompanhando o percurso na Figura 2 de cima para baixo:
A Pilha 1 está corretamente oferecendo seu polo positivo (laranja) para o terminal superior (+).
A fiação conecta a traseira verde (-) da Pilha 1 com a traseira verde (-) da Pilha 2. Isso anula a diferença de potencial (oposição).
A fiação seguinte liga a frente laranja (+) da Pilha 2 com a frente laranja (+) da Pilha 3. Oposição novamente.
A fiação seguinte liga a traseira verde (-) da Pilha 3 com a traseira verde (-) da Pilha 4. Oposição.

Se invertermos fisicamente a posição da Pilha 2 e da Pilha 4, o zigue-zague dos fios passará a conectar sistematicamente a traseira verde de uma pilha à frente laranja da seguinte. Isso criará o circuito "mais com menos" ideal em todas as pontes, viabilizando o fornecimento integral dos 6,0 V na saída inferior do aparelho.

Q60
Eletromagnetismo — Força Magnética em Cargas Móveis

No interior de um equipamento há um campo magnético de intensidade constante, direção vertical e sentido para cima. Quando um próton, com velocidade horizontal v, penetra nesse equipamento, descreve uma trajetória circular e se choca com um anteparo no ponto Y.

Próton p descreve trajetória circular em um campo magnético uniforme atingindo Y

Admita que, ao invés de um próton, seja lançada no equipamento, com a mesma velocidade do próton, uma partícula alfa, constituída por dois prótons e dois nêutrons. Considerando-se a massa do nêutron igual à massa do próton, para que a partícula alfa atinja o anteparo no ponto Y, o sentido do campo magnético no interior do equipamento deve ser

A)mantido e sua intensidade multiplicada por dois.
B)invertido e sua intensidade multiplicada por quatro.
C)invertido e sua intensidade dividida por dois.
D)mantido e sua intensidade multiplicada por quatro.
E)mantido e sua intensidade dividida por quatro.

Gabarito oficial FMJU1901

A
Resolução

O raio da trajetória descrita por uma partícula carregada inserida de modo ortogonal num campo magnético é dado por $R = \dfrac{m \cdot v}{|q| \cdot B}$.

Temos um próton ($q = +e$, $m = m_p$) e uma partícula alfa, que é um núcleo de Hélio composto por 2 prótons e 2 nêutrons. Dessa forma, ela carrega o dobro da carga ($q_\alpha = +2e$) e quatro vezes mais massa, visto que o nêutron tem peso similar ($m_\alpha = 4m_p$).

Para que a partícula alfa bata no mesmo ponto Y, ela deve realizar exatamente a mesma trajetória, possuindo então um raio idêntico ao do próton inicial ($R_\alpha = R_p$):

$\dfrac{m_\alpha \cdot v}{q_\alpha \cdot B_{novo}} = \dfrac{m_p \cdot v}{q_p \cdot B}$
$\dfrac{4m_p \cdot v}{2e \cdot B_{novo}} = \dfrac{m_p \cdot v}{e \cdot B}$

Simplificando as massas, cargas e a velocidade de ambos os lados da equação:
$\dfrac{4}{2 \cdot B_{novo}} = \dfrac{1}{B} \Rightarrow \dfrac{2}{B_{novo}} = \dfrac{1}{B}$
$B_{novo} = 2B$. Ou seja, a intensidade do campo tem que ser multiplicada por dois.

Já o sentido de deflexão da trajetória é ditado pelo sinal da carga elétrica. Sendo a partícula alfa e o próton positivos, a Regra da Mão Direita empurrará ambos para o mesmo lado perante o mesmo campo. Logo, o sentido do campo magnético deve ser mantido.

← Voltar às edições FMJ